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CARLOS BRASIL
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HISTORIA DO PAU BRASIL

 

A arte da fiação e tecelagem chegou à Europa vinda da China  e da Índia, onde já eram praticadas alguns milênios antes de Cristo. Com a arte da tecelagem, começou a se desenvolver também a tinturaria.

Durante o renascimento, a Europa precisava quantidades crescentes de corantes naturais e para satisfazer as necessidades de um comercio local cada vez mais ávido por roupagens coloridas sua origem distante e a preparação artesanal faziam com que alguns desses corantes valessem mais do que ouro. Foi naquela época que os europeus passaram a conhecer o azul de índigo, procedente da índia. Com a descoberta do novo mundo, a Europa viu surgir novas fontes de corantes naturais. A cor vermelha, por exemplo, era sinônimo de status devido a sua difícil obtenção, e  Foi de uma árvore conhecida como pau-brasil, de que se extraía uma tintura vermelha, que os índios já usavam para tingimento de fibras de algodão e confecção de arcos e fechas, que se derivou o nome “Brasil”. Com a descoberta do novo mundo, a Europa viu surgir novas fontes de corantes naturais. A cor vermelha, por exemplo, era sinônimo de status devido a sua difícil obtenção, e  Foi de uma árvore conhecida como pau-brasil, de que se extraía uma tintura vermelha, que os índios já usavam para tingimento de fibras de algodão e confecção de arcos e fechas, que se derivou o nome “Brasil”.
O pau-brasil ocupou o centro da historia brasileira durante todo o primeiro século da colonização.Essa árvore, abundante na época da chegada dos portugueses foi extraída  de maneira predatória.Devido à devastação intensa das matas do litoral brasileiro à procura do pau-brasil, no período de 1500 a 1875, foi elaborada em 1542, a primeira carta-régia estabelecendo normas para o corte e punição ao desperdício de madeira. Esta foi a primeira medida, tomada pela coroa portuguesa para defender as florestas no Brasil. Esse interesse, entretanto, não tinha o objetivo de proteger o equilíbrio da natureza, mas sim fiscalizar  a demasiada saída dessa riqueza sem controle do corte. Essas normas, entretanto, jamais foram cumpridas. Em 1605 surge um regimento fixando a exploração em 600 toneladas por ano. Este regimento tinha o objetivo apenas de limitar a oferta da madeira na Europa, mantendo assim, preços elevados.
A disputa pela derrubada desta árvore fez da mata atlântica palco de uma verdadeira batalha principalmente entre portugueses e franceses.
 Caesalpinia echinata  para os botânicos, nome dado por Lamark, em 1789, em homenagem ao botânico  e médico grego do papa Clemente VIII, André Cesalpino, e Ibirapitanga  para os índios, que significa arvore ou madeira vermelha.
Conhecido desde o séc. XI na Europa como produto do oriente, pelo nome de bressil na França e bracili ou brazili na Itália, foi introduzido em 1220 em Portugal e na Espanha.
Abundante na mata atlântica brasileira, entendia-se pela faixa litorânea em um percurso equivalente a 3 mil km. foi explorada até sua quase extinção As arvores eram derrubadas e cortadas pelos índios  em toras de aproximadamente 1,5 metros de comprimento com cerca de 30 quilos cada, em troca de bugigangas. Carregadas para as embarcações ou armazenadas em feitorias construídas para esta finalidade, as toras eram embarcadas para a Europa. As que chegavam a Lisboa eram levadas para Amsterdã onde eram reduzidas a pó por prisioneiros. Dois homens raspavam em média 27 quilos de pó por dia de trabalho integral. 61 quilos de serragem, o equivalente a 1 quintal custava 2,5 ducados no séc. XVI. Cada ducado equivalia a 3,5 gr. de ouro   . Um quintal de pau-brasil no valor atual custaria $ 875,00 dólores ou 1,45 dólares o quilo. Mesmo de qualidade inferior ao pau de tinta do Oriente (Caesalpinia sappan L.), o valor do pau-brasil era tão alto para o padrão de comercio da época que nos primeiros cem anos de colonização foram derrubadas 2 milhões de arvores de pau-brasil, isto é cerca de 50 por dia. Já por volta de 1558, os indígenas tinham que se afastar aproximadamente 20 Km da costa para encontrar a arvore. Se for imaginado que o pau-brasil era de incidência média nas baixadas costeiras, quatro arvores por hectare, cada uma com 51 cm. de diâmetro, em ponto de cortar, foram varridos em cem anos 6.000 km quadrados de mata atlântica.
Pau-brasil, ibirapitanga, ibirapiranga, muirapiranga, orabutã, brasileto, pau rosado, pau de tinta, e pau Pernambuco.

Madeira cor de brasa da mesma cor vermelha de tanto sangue que foi derramado  no litoral do Brasil.

 
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